O duelo de lideranças jovens que nunca conheceram a derrota nas urnas em Pernambuco

A eleição para o Governo de Pernambuco em 2026 promete ser uma das mais disputadas e emocionantes da história política do estado. De um lado está a governadora Raquel Lyra (PSD), primeira mulher a comandar Pernambuco. Do outro, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), herdeiro político de Eduardo Campos. Ambos carregam uma marca em comum: nunca perderam uma eleição.

Raquel iniciou sua trajetória em 2010, quando foi eleita deputada estadual pelo PSB com quase 50 mil votos. Em 2014, ampliou sua votação para mais de 80 mil, sendo uma das mais votadas do estado. Em 2016, conquistou a Prefeitura de Caruaru pelo PSDB, com mais de 90 mil votos, tornando-se a primeira mulher a governar a capital do Agreste. Reeleita em 2020 com votação histórica, superando 114 mil votos, deu um passo ainda maior em 2022, ao vencer o Governo de Pernambuco com expressivos 3.113.415 votos.

João Campos, por sua vez, começou em 2018 com uma vitória consagradora: foi eleito deputado federal mais votado de Pernambuco, com quase meio milhão de votos. Em 2020, assumiu a Prefeitura do Recife com 447.913 votos. Já em 2024, consolidou sua força ao ser reeleito em primeiro turno, com mais de 700 mil votos e o maior percentual da história da capital pernambucana: 78,11% dos votos válidos.

Com trajetórias marcadas apenas por vitórias, Raquel e João já se movimentam nos bastidores, recebendo apoios de políticos e articulando alianças para a eleição de 2026. O embate entre os dois deve entrar para a história como um duelo de lideranças jovens, populares e que nunca conheceram a derrota nas urnas.

Com currículos tão robustos e capital político consolidado, a disputa tende a ser polarizada, deixando pouco espaço para uma terceira via.