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Fui ameaçada por cumprir a lei”, diz secretária de Educação Aracelis Batista, ao defender proibição de ultraprocessados nas escolas da rede municipal em Tabira

A secretária municipal de Educação, Araceles Batista, revelou durante entrevista ao programa Cidade Alerta, nesta quarta-feira (8), que chegou a ser ameaçada em meio às discussões envolvendo a proibição de determinados alimentos levados pelos pais para as escolas da Rede Municipal de Ensino.

Durante entrevista concedida aos comunicadores Fabrício Ferreira e Simone Pessoa, Araceles explicou que a decisão de impedir a entrada de alimentos processados e ultraprocessados atende a uma determinação dos órgãos de controle e precisa ser cumprida pelo município e pela Secretaria Municipal de Educação.

“Estamos diante de uma determinação do Tribunal de Contas. Fomos oficializados e, portanto, esse tipo de alimento processado e ultraprocessado está proibido. Se fomos notificados, município e Secretaria Municipal de Educação, nosso dever é cumprir”, afirmou.

Ao comentar as críticas relacionadas à medida, a secretária fez um desabafo e criticou o que classificou como politização do assunto.

“Eu não sou gestora da pasta para fazer o que o povo quer. Inclusive, fui ameaçada. Eu cumpro o que os órgãos determinam, eu cumpro as leis. Muitas pessoas querem o errado e eu não faço o errado. Precisamos parar com essa política nefasta e esquecer os palanques”, declarou Araceles Batista.

A secretária também apresentou detalhes sobre a alimentação oferecida aos estudantes. Segundo ela, grande parte dos produtos utilizados na merenda escolar é proveniente da agricultura familiar.

Logo na entrada, os alunos recebem frutas como maçã, banana, melancia e mamão. O cardápio conta ainda com farofa, ovos mexidos, sucos naturais, macarronada de frango, verduras e carne bovina, tudo preparado com acompanhamento de nutricionista.

“Só para vocês terem uma ideia, nós abatemos de dois a três bois por semana. A carne é desossada e encaminhada para cada escola servir na merenda”, explicou.

Para os estudantes do ensino integral, o cardápio inclui opções como farofa, mungunzá, macarronada e, no almoço, pratos como arrumadinho e carne bovina.

Araceles Batista ressaltou ainda que a Secretaria Municipal de Educação oferece alimentação adaptada às necessidades de crianças atípicas e de estudantes com restrições alimentares, incluindo os diabéticos, com cardápios específicos e variados.

Ao final da entrevista, a secretária anunciou que a gestão municipal deverá apresentar em breve o projeto “Alimentação Saudável”, voltado aos estudantes da Rede Municipal de Ensino.

As declarações foram dadas durante entrevista ao programa Cidade Alerta desta quarta-feira (8), apresentado por Fabrício Ferreira e Simone Pessoa.