Uma foto da governadora Raquel Lyra (PSD), registrada em Caruaru ao lado do deputado federal Túlio Gadêlha (PSD), do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) e da vice-governadora Priscila Krause (PSD), provocou repercussão nos bastidores da política pernambucana. Segundo aliados, a imagem teria sido apresentada pela própria governadora como uma espécie de “chapa completa”, gerando desconforto entre integrantes da base governista.
A situação teria irritado lideranças da Federação União Progressista, especialmente o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), que preside a federação em Pernambuco. Diante da movimentação, o prefeito de Aliança e presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), Pedro Freitas (PP), solicitou uma reunião da Executiva da Federação para discutir e definir o nome que será apresentado para a disputa ao Senado.
Apesar de estarem em jogo duas vagas para o Senado em 2026, a expectativa é de que apenas uma delas seja destinada à Federação União Progressista. Nesse cenário, Miguel Coelho e Eduardo da Fonte travam uma disputa de bastidores pela indicação. Miguel chegou a levar o assunto à direção nacional do União Brasil, partido que divide o comando da federação em âmbito nacional. Em Pernambuco, entretanto, a influência maior permanece nas mãos de Eduardo da Fonte.
Nos bastidores, a avaliação é de que a foto pode ter acelerado o processo de definição política. Mesmo assim, Raquel Lyra segue afirmando que não pretende antecipar decisões eleitorais. Durante evento com vereadores em Triunfo, na última sexta-feira, a governadora voltou a afirmar que sua prioridade continua sendo a gestão.
“O foco é nas entregas”, declarou Raquel, um dia após aparecer liderando pesquisa Datafolha para o Governo de Pernambuco, com 48% das intenções de voto, contra 43% do ex-prefeito João Campos (PSB).
A movimentação reforça que a corrida pelas vagas ao Senado já começou nos bastidores e promete ser um dos capítulos mais disputados da sucessão estadual de 2026.