O presidente estadual do PT e deputado federal Carlos Veras afirmou ter sido surpreendido com a decisão do vereador Osmar Ricardo de assinar o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a nomeação de um procurador na vaga destinada a pessoa com deficiência na Procuradoria do Recife.
A assinatura de Osmar foi a 13ª necessária para que o requerimento, apresentado pelo vereador Thiago Medina (PL), pudesse ser encaminhado à Presidência da Câmara Municipal do Recife. O caso ganhou repercussão política por envolver diretamente a gestão do prefeito João Campos (PSB).
Segundo Carlos Veras, o tema não foi discutido previamente dentro do partido. O deputado afirmou que tomou conhecimento da decisão apenas depois que o vereador já havia assinado o pedido de investigação.
“Esse assunto não foi discutido pelo partido no Recife, nem na bancada de vereadores e nem na Federação Brasil Esperança. Osmar me comunicou depois de ter assinado e ele é quem pode esclarecer os motivos. Quinta-feira, quando voltar de Brasília, vamos conversar para entender essa decisão pessoal dele”, disse Veras.
Na avaliação do dirigente estadual do PT, o assunto já estaria superado. Ele lembrou que o advogado Lucas Vieira Silva, cuja nomeação gerou questionamentos, teve o ato anulado pela Prefeitura do Recife. Além disso, a maioria dos vereadores da capital pernambucana rejeitou o pedido de impeachment contra o prefeito João Campos relacionado ao caso.
Questionado se a decisão de Osmar Ricardo poderia prejudicar as conversas políticas entre PT e PSB no Recife, Carlos Veras garantiu que não. Segundo ele, as articulações sobre alianças ocorrem em nível nacional e não devem ser afetadas pelo episódio.
“As costuras sobre aliança são nacionais. Osmar vem defendendo os direitos dos servidores municipais e a mesa de negociação está aberta. Nisso estamos juntos para garantir as melhores conquistas para os servidores”, concluiu o presidente estadual do PT.