O prefeito do Recife, João Campos (PSB), está se articulando politicamente visando as eleições de 2026. Uma de suas estratégias passa por uma aproximação com o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), um dos principais aliados da governadora Raquel Lyra (PSD). A intenção de João seria atrair o apoio do PP para sua candidatura, isolando a atual governadora na disputa pelo Governo de Pernambuco.
Nos bastidores, a equipe do prefeito avalia que essa aliança seria estratégica, permitindo reunir os maiores partidos em torno de seu nome e garantir até 75% do tempo de TV durante a campanha eleitoral.
Eduardo da Fonte, que é presidente estadual do PP, lidera a federação União Progressista (União Brasil/PP) e tem influência direta sobre uma fatia importante do orçamento estadual, além de indicar nomes para cargos relevantes no governo Raquel Lyra, como o secretário de Turismo, o comando da CEASA, Detran-PE e Lafepe.
Apesar disso, Dudu da Fonte e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), estão em lados opostos atualmente. Enquanto o deputado apoia Raquel Lyra, Miguel pleiteia uma vaga ao Senado na chapa de João Campos — espaço também disputado por Humberto Costa (PT), Marília Arraes (Solidariedade) e Silvio Costa Filho (Republicanos).
Aliados de João acreditam que Eduardo da Fonte pode migrar para seu palanque caso as pesquisas mostrem vantagem do prefeito na disputa contra Raquel. Essa avaliação se baseia no histórico de Dudu em mudar de lado às vésperas das eleições.
A aliança entre Raquel Lyra e Dudu, segundo observadores, é considerada impessoal. Embora compartilhem espaços no governo, não há trocas públicas de elogios ou sinalizações de fidelidade política entre ambos.